sexta-feira, 13 de novembro de 2009

2010 ANO DE ARRANJOS POLÍTICOS


ARTIGO
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Há uma sensível expectativa eleitoral quanto ao ano que vem, 2010. Calma, recolham as pedras os colportores do apocalipse, pois o atalho exegético da frase eu conheço e asseguro convicto que não descontextualizará as breves linhas deste ensaio crítico. Tenho lido exaustivamente sobre o esgarçamento social pelo que passa a representatividade proporcional eletiva, mas o foco da minha atenção me convida a outro extremo. Percebam que será um ano de intensas movimentações populares; as corriqueiras como Carnaval e eleições, mas o esboço ganha fôlego mesmo é com a Copa do Mundo- e outros afazeres habituais do calendário que se permite folgar na primeira circunstância à vista. Recorrendo aos costumeiros benefícios da verdade, atentemos para o fato de que políticos que já exerceram mandato e no momento estão em busca de recuperá-los (há honrosas exceções inseridas no sentimento desta evolução), estão buscando alinhamento "ideológico ou pragmático" com candidatos a cargos em esferas superiores deixando previamente acordado suporte financeiro ou influência nos Tribunais de Contas, em ambos os casos para lhes jogar a bóia de salva-vidas. Muitas outras leituras podem ser extraídas daqui, mas dificilmente uma delas não terá sentido. Desse modo, amado leitor, cuidado por que a patrulha sobre o seu voto é para tê-lo, e isso pode servir para legitimar arranjos políticos com sociologia muito distante ao que se propôs nas urnas. Reflitam.
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