APANHADO OPINATIVO
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9h33min.
POLÍTICA
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A política vai efervescendo na medida em que se aproxima o prazo final das Convenções partidárias para a escolha dos nomes e das parcerias que pedirão o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral. Nesse instante, sentam-se à mesa os responsáveis por cada agremiação política e se exerce com muita vivacidade o espetáculo da democracia. Em Angra dos Reis/RJ, por exemplo, fechado o prazo das novas retiradas de título eleitoral, registra-se na casa dos 107 mil eleitores. Isso significa dizer que ainda não há segundo turno. Assim sendo, quem tiver a melhor composição, quem conseguir apresentar com mais desembaraço um plano de governo factível e que se possa enxergar sê-lo eficaz, tiver conseguido conquistar o maior número de lideranças da sociedade civil, e dispor de uma estrutura mínima, pode emplacar. Os eleitores costumam observar com lupa o curso das discussões e analisar a condutra de cada candidato, assim como o seu desenvolvimento no curso da campanha. Indubitavelmente, o governo se constitui em grande força na disputa, em qualquer circunstância ou lugar, daí a briga que foi travada na gestão FHC quanto ao instituto da reeleição, que no caso de Angra é do PMDB. Mas, ainda no caso de Angra, o PT também tem grande projeção eleitoral, afinal governou o município por doze anos. Entretanto, para essas eleições especificamente algo novo pode ser percebido, que é a força nas composições das legendas consideradas menores, que -diga-se de passagem- souberam construir nominatas à verança interessantes e alguns, inclusive, apresentando nomes destacados à majoritária. Essa é, a meu ver, a prova cabal do estágio de amadurecimento da nossa extasiante democracia. Doravante, será acompanhar como está sendo finalizada a construção do cenário eleitoral e recorrer ao bom senso para que haja uma disputa responsável e sadia entre os adversários, com a apresentação de um leque de possibilidades, onde quem só terá a ganhar é o eleitorado- que de fato é quem decidirá o vencedor desse jogo. À disputa, uns; à escolha, outros, e viva a democracia limpa e necessária.