quinta-feira, 28 de maio de 2009

DESENVOLVIMENTO DAS REGIÕES E SEUS IMPACTOS SOCIAIS

Como já formulei ensaios críticos aqui, não entrarei nos detalhes pormenores das implicações sociais que creio que haverão nas regiões Sul Fluminense e Litoral Norte Paulista, mas de alerta sobre os impactos sócio-ambientais em seu maior grau de envergadura. Creio firmemente haver a necessidade de se promover estudos muito bem elaborados sobre essas condicionantes nas regiões para que haja um Macroplanejamento Integrado das Regiões citadas, por que -mesmo tendo cada um dizendo estar fazendo o seu dever de casa, o boom promete ser tão impactante, que pensar estratégias sem estarem integradas, é preceder uma ruína urbanística de proporções assstadoras. Alvissareiros de plantão dirão (na tentativa de desqualificar esta crítica) que eu não tenho a disposição qualquer instrumento de avaliação científica eficaz para proceder com tal afirmativa, mas tenho (como todos também) lições extraídas de casos vizinhos, como Macaé- por exemplo. De algum modo, a região do Litoral Norte Paulista começou a dar um passo significativo nesse rumo, com o Estudo de Impacto de Vizinhança (que eu espero ser objeto de uma apresentação pública quando estiver pronto). O Sul Fluminense não sinaliza ainda qualquer ação semelhante. E daí por diante, sugiro que todos façam reflexões, por que elucidar tudo o que penso tornaria essa crítica muito extensa, Mas adicionem nessa reflexão o déficit habitacional, a evasão e o déficit escolar, o déficit em vagas nas creches, problemas com distribuição racional de água potável, saneamento- bom isso nem se comenta, enfim. Me preocupa muito o futuro que os gestores públicos estão trabalhando (ou deixando de) para construir. Não é preciso lupa para se observar que o viés de todas as discussões públicas dessas duas regiões tem se dado prioritariamente sobre receitas, mas raramente sobre sua aplicação.
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28/05/09 - 09h47min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG