A situação do prefeito angrense, TUCA JORDÃO, é -dentre os demais avaliados por este blog- a mais confortável em termos de lastro para investimentos. A receita pública deve alcançar números quase impublicáveis que, se analisados percaptamente, tornam a cidade de Angra dos Reis certamente uma das mais poderosas do Brasil. No entanto, daí a perceber esses valores em ações práticas na melhora da qualidade de vida local- há uma distância muito grande. Pelo andar da carruagem, os quatro anos de gestão do prefeito TUCA deverá chegar próximo de R$ 2,5 Bilhões de arrecadação. O prefeito foi eleito enquanto governista e herdou junto a essa montanha de dinheiro, uma série de problemas também. Pouco mais de 30% do município possui tratamento de esgoto. Há um déficit habitacional que numa leitura desatualizada já assusta. Há um sério conflito de competência administrativa na agenda marrom (saneamento e água potável). Há um contencioso seríssimo que são diversas expansões de moradias em áreas de risco. Há uma desassistência gritante no que tange a educação profissional. O prefeito enfrenta uma série de processos judiciais que requerem a cassação do seu mandato. De alguma sorte, mesmo não tendo avançado em obras públicas, tem atuado com relativa competência na obtenção de receitas (vide o caso de Angra 3), o que dá ainda mais folga de gestão. No entanto, as denúncias sobre a empresa de consultoria dos royalties de petróleo, a Petrobonus, de algum modo, trouxe prejuízos morais e poderá acarretar em fortes dores de cabeça- dependendo do curso das investigações policiais e judiciais nesse caso. Houve anúncios mal estruturados sobre incremento econômico, que até agora não se configurou. Os setores econômicos tradicionais do município estão numa letargia de dar gosto. A vinda do Cefet, de algum modo ameniza a deficiência de ensino, mas não se pode debitar essa conquista somente na conta da atual gestão que, na verdade tenta corrigir falhas do seu antecessor nesse processo. Nesses 6 primeiros meses o governo se mostrou contra as cordas e não produziu nada que mereça destaque, senão a injeção animadora nos cofres públicos que dão margem para que finalmente a máquina funcione e o prefeito, então, consiga começar a imprimir a sua digital.
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01/06/09 - 14h18min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG