A apresentação do chamado 'Plano de Contenção Urbana de Angra' feita pela equipe do secretário de meio ambiente angrense, MARCO AURÉLIO, pecou em todos os sentidos- mas isso ainda é o de menos; o pior nessa equação deprimente é que não se apresentou plano algum, senão indicativos de intervenções (via de integração) que -nesse momento- só servem para alegrar aos empreeiteiros- e mais nada. Não houve a apresentação de qualquer levantamento topográfico e geológico das áreas compreendidas no piloto, não houve a exibição das circunferências georeferenciadas dessas áreas, não houve a materialização da situação sócio-ambiental da comunidade atendida, bem como não houve ainda o debate sobre o Plano Diretor Municipal na era do Pré-Sal e as expectativas de crescimento econômico e populacional e, por fim, não cabe num planejamento que busca essa envergadura de ação estar desacomphaado de um criterioso plano imediato de desmobilização das áreas de risco, seguindo de um rigoroso programa habitacional. Contenção urbana com 'achismos' ou intervenções sem as justificativas de ordem técnica atendem somente aos interesses de holofotes. Em Angra, só para citar um entre tantos outros casos, na altura do 'Tijolito', Campo Belo, há uma área identificada como sendo de risco pela Secretaria de Defesa Civil municipal, onde as famílias foram transferidas para um aluguel social primeiro, e depois ganharam as suas casas; mas o lugar não foi desfeito, ao passo que, outras famílias se apoderaram das casas que deveriam ter sido demolidas. Então, qualquer plano que se apresente sem que se justifique as distorções existentes, é casuísmo eleitoreiro, e só. Por fim, a criação de um parque, em meu modesto entendimento, não supera em nada o conjunto de leis que já há disponível e não é cumprido. Esperava mais dessa prosa secretário, pois de conversa sem fundamento estamos todos cansados e tenho por certo que a aposta do prefeito em seu nome foi para superar os factóides, e não alimentá-los.
-
00h50min. - adelsonpimenta@ig.com.br