Não poderia ter vindo noutro momento a discussão sobre o modelo de divisão dos recursos oriundos do Pré-Sal para os governadores- do que esse, em um ano pré-eleitoral. Segundo os gritos do governador do Rio, SÉRGIO CABRAL, que corajosamente enfrenta esse debate com a cara na janela mesmo- sem escapismos oxidáveis, havia um acordo feito com o Presidente LULA, mas que sua base no Congresso estava rasgando esse 'apalavrado' e, com isso, "roubando o Rio". Agora, chega o informe de que a União pode ceder para resolver esse 'contencioso' entre os Estados 'companheiros', certamente para selar a paz em 2010- quando deve haver menos rusgas possíveis. Ou seja, quem botou a mão e quem gritou- levou. Isso, a meu ver, demonstra a absoluta falta de critérios técnicos para essa divisão proposta, senão decisões cabalmente tomadas no anseio político. A idéia do relator da matéria é ter o aval do Presidente LULA para retomar já na próxima terça-feira as votações dos projetos do novo marco regulatório do petróleo. O clima entre os deputados, após a vuvuzela tocada por SÉRGIO CABRAL, é de azedume. A omissão dos prefeitos dos municípios confrontantes com o empreendimento dá a NOTA vazia do caso em tela. Vamos nessa, ainda nos resta LULA lá, como nunca antes na história deste país.
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