E cá estou eu encafifado com esse 'negócio' do Tebig (Terminal da Baía da Ilha Grande). A meu ver, a pergunta feita pelo Presidente da Câmara de Angra, Vereador JOSÉ ANTONIO, na tribuna legislativa, foi perfeita:_"A decisão do Governo do Rio para não autorizar a ampliação do Tebig e estimular esse investimento da Petrobras para a cidade de Maricá é técnica ou política?". Perfeito! Esse é o x da questão. Resolvi então antecipar a resposta, ainda que de forma precária. Fiz pesquisas básicas e estudos preliminares, e conclui:_O que o Governo do Rio faz é um atentado contra a economia pública nacional; e, em relação a Angra, faz o mesmo que os deputados e senadores "não produtores" estão fazendo com o Rio no que concerne a questão dos royalties do petróleo.
Explico:
Tomando por base números extraoficiais, o investimento da Petrobras na ampliação do Tebig girará em torno de R$ 2 bi. Caso tenha que ser feito em Maricá, os custos serão elevados para algo em torno de R$ 5,8 bi. Então, a Petrobras ainda não assinou contrato com a Sete Brasil e a Ocean Rig para a construção de 26 sondas, o que deverá ocorrer no mês que vem, abril. O retardamento teria sido motivado por isso? Cada sonda custará R$ 830 mi. Aqui já cabe uma comparação básica. Não ampliar o Tebig terá o custo de pelo menos 3 novas sondas.
E mais:
A busca pela política de conteúdo nacional implica no fomento de um mercado de fornecedores, uma cadeia de suprimentos e espaço para a indústria da navipeças, logo, empregos e tributos como ISS e ICMS (não tenho subsídos técnicos de estimar essa perda para Angra), mas pressuponho que seja algo inenarrável.
Capacidade instalada:
Considerando a transferência desse investimento; há que se considerar ainda o fato de que haverá perda na capacidade operacional do Tebig. Hverão restrições legais sobre o espelho d´àgua na Baía da Ilha Grande -com a APA Marinha, enfim. Por derivados dessa prosa, há que se pensar na perda de competitividade do Tebig, dos atrativos logísticos do Porto da cidade, e da diminuição dos espaços de manobra para o acesso ao Estaleiro Brasfells; ou seja, todos os principais setores industriais instalados em Angra tendem à perda -logo, mais desemprego. Essa é uma cadeia de um grande ciclo econômico, ao que, consequentemente, teremos prejuízos seríssimos ao comércio local.
Royalties e ICMS do Petróleo:
Lembram-se daquela choradeira do Governador SÉRGIO CABRAL, no Congresso Nacional, quando a Emenda Íbsen foi aprovada? Ele chegou a dizer que os congressistas estariam "roubando" o Rio, e disse ser uma covardia. Pois é, pergunto:_e qual a diferença do que ele está fazendo agora com Angra e a Região da Costa Verde? Quem e como será compensada a perda econômica do país e da cidade?
Reação Institucional:
Sei lá, careço de conhecimento jurídico, mas penso que o município deve dialogar institucionalmente com as demais administrações da região da Baía da Ilha Grande e com a Petrobras -e acionar judicialmente o Governo do Estado por atentado contra a economia pública, do jeitinho que o Governador ameaça fazer em relação a União no caso 'royalties', caso esse crime premeditado do Estado seja executado.
E um novo vazamento da empresa Chevron acontece agora na Bacia de Campos, e tomara que os Secretários Estaduais, de Ambiente, CARLOS MINC, e de Desenvolvimento, JÚLIO BUENO, enxerguem melhor suas próprias ações.
A pergunta é exatamente aquela que citei acima:_A decisão é técnica ou política?
A pergunta é exatamente aquela que citei acima:_A decisão é técnica ou política?
Enfim, tornarei a falar disso.
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08h57min. - adelsonpimenta@ig.com.br

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