quarta-feira, 4 de junho de 2008

ESTRAÇALHADOR DE PARTIDOS
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11h22min.
POLÍTICA
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O prefeito de Angra dos Reis/RJ, FERNANDO JORDÃO, assume definitivamente o papel de estraçalhador de partidos políticos. Desacostumado com a importância da disputa saudável, no voto dos Diretórios, sua excelência, por mais uma vez, impõe o seu impetuoso desejo em mais uma legenda em que ele se infiltra e estimula uma ação suspeita, autoritária e antidemocrática, no PMDB, o seu partido -por enquanto.
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HISTÓRICO:
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Em 1992,
FERNANDO JORDÃO, o mesmo autor dessa atual façanha peemedebista, era o preferido da maioria do PDT angrense para ser o candidato a prefeito do município, tendo como adversário o filiado, ÉDSON FARIA (falecido). FERNANDO tinha a maioria do Diretório, 55%; e o ÉDSON tinha 45%. Ao passo que, FERNANDO não queria correr o risco da disputa no voto do Diretório, por ter uma margem muito pequena de manobra. Então, reuniu os 55% que tinha, mais alguns dos 45% dos que apoiavam o ÉDSON e, sabe-se lá a troco de quê, propôs uma renúncia em massa, conseguindo. A coordenação do filiado ÉDSON FARIA reagiu e conseguiu reverter o posicionamento dos renunciantes, pertencentes aos seus 45%. Nesse instante, embora tenha sido uma reação imediata, o grupo do FERNANDO (mentor intelectual), já havia protocolado o documento comunicando a renúncia em massa, na Executiva Estadual. Sendo que, logo em seguida, a situação foi revertida pelo grupo do ÉDSON, que também protocolou um outro documento se sobrepondo ao do grupo do FERNANDO, onde constava a mudança de posicionamento dos que -então- haviam renunciado. De posse de ambos os documentos, o presidente do partido, LEONEL BRIZOLA (in memórian), acatou a vontade dos filiados manifestada no último documento apresentado, o do grupo dos 45% do ÉDSON. Como esse mesmo documento havia sido protocolado também no TRE, acabou sendo acatado pela Justiça Eleitoral e, então, o Diretório foi democraticamente recomposto. Assim, houve a eleição interna, conforme determinado pela Legislação Eleitoral. O Diretório foi à urna. Porém, percebendo a derrota, o filiado, ÉDSON FARIA, fez um confere verbal com o seu grupo e aceitou que a urna não fosse aberta para que fosse dada uma mensagem à sociedade que que havia sido uma vitória do FERNANDO JORDÃO, por consenso, visto que a imagem daquela propositura já estava muito desgastada pelos motivos elencados. Na Executiva Estadual, a urna foi aberta, somente para leitura e conhecimento, dando a vitória ao FERNANDO JORDÃO, exatamente com os 55% do Diretório.
OBS) O grupo que atuou naquela época, é o mesmo que atuou agora na motivação da renúncia em massa do diretório do PMDB angrense, sendo que também espalhados por legendas vizinhas e associadas.
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Em 2000
FERNANDO JORDÃO, ingressou no PSB, tomando posse nessa legenda, mesmo tendo sido eleito pelo PDT. Pouco tempo depois, saiu e evacuou o partido que, graças a sua dinâmica natural, se soergueu.
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Em 2008
FERNANDO JORDÃO, novamente estimula uma renúncia em massa, agora no Diretório do PMDB. O motivo seria a diferença de apenas dois votos a mais que teria -em tese- numa disputa do nome do seu primo, TUCA DA LEJE, com o ex-deputado, AURÉLIO MARQUES, pela indicação do partido do nome à disputa da majoritária. AURÉLIO diz que recorrerá. Mas, até que tudo isso aconteça, o fato é que mais um partido político acaba sendo estraçalhado pelo mesmo autor intelectual, sua excelência, FERNANDO JORDÃO.
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OPINIÃO
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Não tenho facilidade para cortar uma raíz de dúvida quanto a que argumentos o Senhor FERNANDO JORDÃO costuma usar para convencer, com tamanha rapidez,as pessoas a mudarem de idéias e posicionamentos ideológicos, inclusive. Muito esquisito e instigante, e a raíz da dúvida só cresce.
Pude presenciar uma reunião do PMDB angrense, há algum tempo, quando ainda se avizinhava uma disputa interna entre o ex-secretário municipal de governo, BENTO POUSA COSTA, e o ex-deputado, AURÉLIO MARQUES, quando o prefeito, FERNANDO JORDÃO, disse que AURÉLIO não deveria sair do partido e sim ir à disputa na Convenção, afirmando que aquele que vencesse teria o apoio do outro, e dele. Não é o que parece estar acontecendo. Mas, enfim, disputa interna deve ser apenas comentada, mas respeitada. É o jogo, e está na regra.