quinta-feira, 14 de maio de 2009

ANGRA 3: R$ 150 MILHÕES, E PASSA A RÉGUA

De acordo com informações precisas obtidas por este Modesto Blog de Opinião (e essas fontes não me tem faltado com a pontualidade, basta ler as postagens de referência), as negociações entre o município de Angra dos Reis e a empresa Eletronuclear, acerca das chamadas contrapartidas do empreendimento ANGRA 3, avançaram muito na noite retrasada. Numa reunião pedida pela Prefeitura, o Prefeito TUCA JORDÃO, o secretário de governo, CARLOS ALEXANDRE, o secretário de atividades econômicas, ALEXANDRE TABET, e os oito vereadores da base de sustentação do governo (exceto ZÉ MARIA, que teria alegado problemas de ordem familiar), de um lado, e do outro representando a empresa, o assessor da presidência, LEONAM, e um dos diretores, PAULO GONÇALVES, após intensas e exaustivas horas de negociações teriam deixado acertado alguns rearranjos nas compensações ambientais, e a bagatela de R$ 150 milhões de contrapartidas. A palavra final terá de ser dada pelo presidente da empresa, OTHON LUIZ. Mas, pelo peso e influência que ambos os interlocutores do Presidente tem, a fatura está praticamente liquidada. Provavelmente, já na semana que vem deverá ser marcado um ATO OFICIAL na Câmara de Vereadores angrense para a celebração do acordo. Isto posto, passa a régua, e próximo assunto.
-
OPINIÃO
Eu, confessadamente, estava muito preocupado com os entraves dessa negociação, muito embora tenha entendido desde o princípio tratar-se de ajuste mais político que qualquer outra coisa. Venho dispensando atenção direta à essas negociações para trazer ao meu leitor tudo o que tem acontecido nos bastidores. Creio que o Presidente da empresa não irá se opor, visto que ambos os representantes dele tem muito conhecimento dos limites impostos pela alta direção, certamente as gorduras foram queimadas e foi possível chegar ao consenso. Contrapartida não é uma obrigação legal, e sim moral. Compensação ambiental sim, isso está previsto em lei. No mais, não creio também que nem mesmo o Prefeito estivesse disposto a esticar muito essa corda- e de repente passar a sentir a mão pesada da União. Não seria bom para ninguém. A melhor saída, a meu ver, já foi achada. Mas, como disse aqui em postagem anterior, dos valores pedidos pela Prefeitura, se botasse aí uns 50%, o chá não esfriaria na xícara. Acertei. Obrigado!
14/05/09 - 10h40min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG