segunda-feira, 18 de maio de 2009

ANGRA: ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS RECLAMAM


Por conta da consistência das informações e reclames que tenho recebido dos estudantes universitários de Angra dos Reis, que precisam se deslocar cotidianamente do município para além dos limítrofes, sendo para Santa Cruz e Campo Grande, resolvi sintetizar o queixume e dispensar uma atenção maior ao asunto- no sentido de alertar o Executivo Municipal sobre a ocorrência. É voz corrente entre os estudantes a dificuldade de entender a forma como os grêmios estudantis vem aplicando os supostos recursos obtidos- por intermédio de convênios com a Prefeitura, visto que os mesmos são obrigados a arcar com R$ 145/Mês- desde que não ultrapasse o dia 1° de cada mês; caso isso aconteça, há um acrescimo de R$ 35, perfazendo o total de R$ 180, (o que tem pesado e muito no bolso do cidadão). Além disso, os universitários apontam a precariedade dos ônibus que os transportam (sem qualquer segurança), e que quebram rotineiramente deixando os alunos no meio da pista- por horas à fio (sem estepe, nalgumas vezes. Um absurdo). Uma outra infração que vem sendo cometida, segundo os alunos, é a superlotação dos rodoviários, havendo casos em que todo o corredor chega ser preenchido por alunos que seguem viagem em pé (quando não, o grêmio dispõe um banquinho de plástico para os inconformados). Essa situação beira o caos. Houve um caso (isso é inadmissível) em que os ônibus ficaram retidos pela polícia por documentação irregular e completa ausência dos ítens obrigatórios de segurança.

OPINIÃO
Creio ser a hora da entrada do Ministério Público nesse enredo. Creio igualmente haver a necessidade da abertura de uma sindicância, por conta da Prefeitura, caso haja mesmo esse repase financeiro para o grêmio estudantil. Sugiro ainda ao Governo Municipal, que promova um grande encontro com todos os alunos e ouça as vozes universitárias inconformadas com tamanho absurdo. Há, ao que me parece, remessa de dinheiro público para a manutenção desses serviços e os dirigentes dos grêmios precisam dar conta pública desse filão, até para que se desfaçam as dúvidas quanto a moralidade na aplicação desse dindim. E os vereadores (fiscais por prerrogativa das coisas públicas) precisam se inserir nessa questão urgentemente (se houver mesmo o citado aporte de dinheiro do povo) para que a educação não continue sendo tratada como um simples balcão de negócios. Não é. Este Blog está a disposição dos atores envolvidos na trama para qualquer esclarecimento que se julgue necessário.
18/05/09 - 22horas - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG