terça-feira, 26 de maio de 2009

A VERDADE POLÍTICA DA ADEFAR


Uma pessoa me abordou num lugar público para me questionar quanto ao fechamento da ADEFAR (instituição que cuida dos portadores de necessidades especiais), em Angra dos Reis, já que o ex-vereador RICARDO DUTRA, teria dito que eu é quem teria sido o culpado pelo seu fechamento, e hoje muitas pessoas estão com dificuldades nos serviços de fisioterapia e na obtenção de cadeiras de rodas.

MINHA POSIÇÃO


Nunca ofertei uma denúncia contra a ADEFAR.
E se tivesse feito não teria qualquer problema em assumir.

Aos que estão recebendo essa informação manipulada e mentirosa- sugiro que procurem o Ministério público e a Justiça e acessem aos documentos relativos. O que fiz na ocasião foi uma denúncia contra o que eu entendia ter sido uma falta de transparência numa Audiência Pública realizada na Câmara Municipal, onde se discutia o Orçamento Público. O Promotor de Justiça da época juntou essa denúncia num procedimento aberto contra a ADEFAR, que já havia alguns anos. Basta ler os documentos com atenção que todos verão isso lá.
Ainda que tivesse sido eu, vamos adiante:

O Ministério Público requer a apreensão de documentos na entidade ADEFAR por várias suspeitas, a Justiça autoriza, e a Polícia cumpre o mandato recolhendo toda a documentação existente no local. A partir daí o MP analisa a documentação, e a entidade não mais volta a abrir as portas, além de ter -por determinação judicial- todos os seus repasses financeiros suspensos (visto que a entidade sobrevivia as custas do erário, recebendo algo em torno de R$ 1.800.000,00 / anual) da Prefeitura. Embora legalmente o presidente da entidade fosse outro, quem assumia essa condição publicamente era o vereador RICARDO DUTRA (então presidente da Câmara de Angra) - basta folhear a revista da entidade.
Pergunto:

Se tivesse tudo bem com a entidade e sua documentação contábil (que foi apreendida pela polícia) o que deveria ter acontecido então? Se não voltou a abrir as portas, após tudo isso, o que teria acontecido de fato?
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O ex-vereador e seus asseclas tentam jogar essa culpa em mim, ao invés de assumirem tamanha incompetência administrativa ou sei lá o quê. Na verdade, eles devem é explicação aos usuários dos serviços que ali eram prestados quanto ao que realmente aconteceu. Faça-me o favor.
E TEM MAIS

A Constituição Brasileira não prevê benefícios para um segmento em detrimento dos demais, assim -por essa lógica- todo segmento deveria ter repasse de dinheiro público indireto (via entidades e, por esse exemplo, tendo como padrinho um político), tipo portadores de HIV (Há uma entidade que faz um belo trabalho), diabéticos, Apae, Pestalozzi, Cancerosos, enfim. Esse repasse exclusivo para a ADEFAR atendia a um acordo político entre o ex-prefeito e o ex-vereador, que se utilizava dessa entidade para sua promoção política-eleitoral. Por outro lado, é importante salientar também que atender a essas demandas é uma responsabilidade da gestão pública. Logo, existem mecanismos disponíveis para efetuar essa cobrança, e devem ser acionados, imediatamente. O então vereador perdeu a reeleição, mas será que por isso perdeu a militância pela causa? Por que não cobra responsabilidades como mero cidadão? E hoje ainda exerce uma cargo político na Prefeitura. A pessoa que era o seu chefe de gabinete, é hoje -simplesmente- o Presidente do Conselho Municipal de Saúde (instrumento de controle social da verba da saúde pública). Será que também perdeu a militância junto com a perda da subvenção milionária? Faça-me o favor.
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Por fim, cada um que assuma o seu quinhão, essa dívida social não é minha e não aceito essa transferência indevida praticada pelos homens públicos que abandonaram a causa.
26/05/09 - 18horas - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG