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O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) realizou em São Sebastião a primeira etapa dos Encontros Interdisciplinares sobre Psicologia e Povos Indígenas. O evento aconteceu na Praça Pôr-do-Sol, na praia de Boiçucanga, na última sexta-feira e contou com os apoios da Prefeitura Municipal de São Sebastião (PMSS) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O objetivo da discussão foi aproximar conhecimentos e práticas da psicologia com as questões da saúde indígena e seus agravos, em um diálogo interdisciplinar com as demais áreas do conhecimento envolvidas com o tema, como educação, ciências sociais, serviço social e antropologia. Segundo o coordenador Ubirajara a iniciativa do CRP de reunir diversos profissionais interdisciplinares para a discussão sobre os assuntos que permeiam a saúde indígena, o deixou satisfeito com a atuação do conselho. Para a coordenadora Lumena as discussões tiveram início em 2004, a partir do Seminário Nacional com o título Subjetividade dos Povos Indígenas, realizado em Luziânia, no Estado de Goiás. A antropóloga Vanessa Caldeira que atua na Casa de Apoio à Saúde do Índio de São Paulo (Casai/SP), da Funasa, apresentou o Projeto Tamoromu, que tem como um dos objetivos desenvolver atividades junto aos pacientes e acompanhantes indígenas, durante a sua permanência na cidade de São Paulo, para tratamento médico de alta complexidade (atenção terciária). São pessoas vindas de diversas localidades do país, com origens étnicas e culturais diversificadas. Ela contou sobre a importância de um trabalho interdisciplinar, o projeto possui uma equipe com profissionais das áreas de antropologia, psicologia, pedagogia e arte educação. Participaram do encontro mais de 50 pessoas, entre psicólogos, pedagogos, enfermeiros, estudantes, que atuam em consultórios, prefeituras municipais, instituições de ensino, secretarias estaduais de saúde, localizadas nas cidades Pindamonhangaba, Taubaté, Lorena, Santos, São José dos Campos, Registro, Pariquera-Açu, Campinas, Caraguá, Guarujá e na cidade sede do evento. Vanessa destacou uma das ações desenvolvidas pela equipe, a de acompanhamento de casos, que tem uma participação importante do psicólogo e do antropólogo para ajudar na humanização do tratamento dos pacientes, principalmente aqueles casos de saúde mais complexos. Durante o evento em que ocorreram discussões pautadas na relação do dominador (colonizador) e dominado (indígena), todos foram unânimes em dizer que esta posição dificulta bastante aproximação e a eficácia de qualquer trabalho junto aos indígenas.
AGENDA
O próximo encontro já está marcado para o dia 26 de junho, em Itanhaém. No segundo semestre, os encontros interdisciplinares serão realizados nos municípios de Tupã, Bauru e na capital paulista.
02/06/09 - 15h30min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG