terça-feira, 2 de junho de 2009

MINHA INSISTENTE CRÍTICA ANTES QUE SEJA TARDE

Eu insisto em apresentar essa minha crítica em relação a esse anunciado oficalmente acordo em que a Prefeitura de Angra dos Reis investirá algo em torno de R$ 4 milhões no GDV (Clube no bairro da Verolme) para transformá-lo num Complexo Esportico Municipal. Receio, embora careça das informações acerca de como se deu essa parceria, que essa seja mais uma das tantas aberrações jurídicas passíveis de imediatos questionamentos judiciais. E mais, não sei até que ponto entra nesse investimento errado (é o meu entendimento), nesse momento, a mão política do vereador AGUILAR RIBEIRO (líder do Governo na Câmara e pretenso candidato à deputado estadual), que tem no bairro a sua principal base eleitoral, tendo emergido das lutas sindicais do estaleiro naval. E mais, essa idéia já me foi apresentada extraoficialmente tendo sido rapidamente rechaçada por mim, como o faço agora, numa outra oportunidade da gestão passada pelo então secretário de governo BENTO POUSA COSTA (que caiu com a Operação Cartas Marcadas e tenta provar judicialmente a sua inocência), que terminou não levando adiante- provavelmente por ter entendido (creio eu) ser um erro também. Há questão de algum tempo atrás, fiz uma matéria em meu extinto (por enquanto) programa de TV à cabo, sobre investimento de dinheiro público que seria (não sei afirmar se foi ) feito numa área particular na bairro da Banqueta de propriedade da esposa do então diretor financeiro do time profissional de Angra, DIOGO RUIZ, e que -na ocasião- também ocupava o cargo de subsecretário de governo, que tinha como secretário o BENTO. Percebam como eram conflitantes os interesses aqui entre o público e o privado. DIOGO hoje ocupa um cargo de elevada importância na Fundação Municipal de Saúde. Na ocasião, o DIOGO dizia estar firmado num convênio entre o clube e a Prefeitura. Tenho todo o arquivo digital desse material. Hoje, passado algum tempo, pergunto: onde estão os benefícios buscados pelo município naquela área particular? Nessa mesma tacada questiono frontalmente esse investimento preciptado -no mínimo- em relação ao GDV. Senão, o que será feito então no Estádio Municipal, que -em tese- deveria ser prioridade nos investimentos dos esportes, e de onde poderia se projetar a engenharia de um Complexo Esportivo Municipal? Por fim, outra pergunta: onde o secretário da pasta encontrou subsídios tecnicos e apoio do segmento esportivo para definir assim numa só canetada tamanho investimento num local secundário, nesse momento? Sequer o PPA está elaborado, ao passo que ainda não pôde ser objeto de discussão pública na Câmara. Sei das implicações populares em relação a essa minha crítica, pois a comunidade local obviamente quer -e deve mesmo querer esse investimento por lá, mas pensando racionalmente num todo, não se pode aceitar passivamente esse investimento (em minha modesta opinião) sem que antes se defina o destino que se quer dar ao Estádio Municipal. Tá aí uma boa sugestão de pauta para os senhores vereadores puxarem a discussão.
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02/06/09 - 16h30min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG