O fato é conhecido, não se exerce mandato sem partido- e com a definição do STF de que o mandato não pertence mais ao candidato (embora haja uma distorção sociológica, o voto ainda é uninomial) os partidos ficaram ainda mais fortes. Essa discussão é longa e a chamada mini reforma política, discutida e aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, está muito distante de suprir os anseios e necesssidades. Eu, por exemplo, sugeriria regras firmes para que não se permitisse com a mesma facilidade de hoje a manutenção de Comissões Executivas Proviórias, mas os caciques pensam diferente. É cabrestro mesmo. Nesse sentido, em Angra dos Reis, para nos ater ao principal município da região atendida pela modéstia opinativa deste blog, os presidentes locais dos partidos (alguns, diria a maioria) estão em vias da 'escolha de Sofia'; há postulações importantes de dentro da própria base- tanto oposição quanto governo, e os que não lançarão proposituras próprias eletivas locais precisam -em tese- suportar uma candidatura de seu próprio partido, que normalmente não tem qualquer identificação com o município (sob perda do comando da legenda) mas não se eximem em assumir compromissos com candidatos locais de outras legendas. Exemplos são fartos, mas eu destaco por enquanto só a curiosidade sobre o que poderá vir por aí. O dilema é esse entre partidos e pessoas.
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27/10/09 - 15h46min. - adelsonpimenta@ig.com.br