Os informes são uníssonos e dão conta de uma mesma notícia, a de que cai o secretário de meio ambiente angrense, RICARDO TABET. Para o seu lugar, teria sido convidado o vereador MARCO AURÉLIO (DEM), engenheiro de formação profissional e funcionário público de carreira, o democrata já passou pelo primeiro escalão do governo angrense em gestões petistas anteriores, e é experimentado nos bastidores do poder local. Para o seu lugar, de acordo com as regras eleitorais, assumirá o cadeirante, RICARDO DUTRA, que não conseguiu se reeleger diretamente mesmo estando no exercício da Presidência da Câmara, tendo sido envolvido nas investigações documentais de uma entidade do qual é padrinho político, a Adefar. A equação política pode ter várias leituras e não vou me ater em nehuma delas agora. Quero mesmo é comentar a declaração do futuro secretário MARCO AURÉLIO ao site de notícias 'noticiapescada', que relata assim num pequeno trecho:
"Ele informou também que terá uma reunião ainda esta semana
com a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos,
para tirar dúvidas sobre o projeto.
Disse ainda que não é contra o aterro sanitário
e que Angra não pode continuar com um aterro apenas controlado,
sem o tratamento do lixo."
Por este viés declaratório, fico sem entender se a questão do Consórcio Intermunicipal do Lixo, pelo qual até um instrumento de valor político e jurídico já foi assinado, denominado 'Protocolo de Intenções', seria então uma política de Governo, ou uma decisão sustentada apenas pelo secretário Tabet. Reflitam, e acharão o modesto teor dessa minha indagação. Ou essa troca terá sido justamente para que o prefeito se livre desse incômodo que é o lixo dos vizinhos? Se não, por que, mesmo antes de ser nomeado para o cargo, o futuro ocupante da pasta já chega chutando essa bola pro alto? Na Audiência Pública sobre o assunto, eu propus alteração na Lei Orgãnica Municipal para se criar o instituto do referendo popular.
-
27/10/09 - 17h35min. - adelsonpimenta@ig.com.br