domingo, 4 de abril de 2010

UM PITACO NO DUELO NACIONAL

Em hipótese alguma me daria por vencido ou ficaria avesso ao grande momento do Brasil- que escolherá democraticamente nas urnas seu próximo presidente. Então, aqui vai um pitaco. 

O que está em jogo não é mais a plataforma econômica, que a meu ver foi originada na gestão Collor- quando este principiou a abertura do mercado para o capital estrangeiro, tendo sido remodelada nas gestões posteriores (cada uma à seu modo), e aperfeiçoada na atual gestão. Não dá mais para se aventurar e dar um cavalo-de-pau nessa agenda. A demanda tecnológica, entre outros fatores sociais, terminaram por diminuir os ganhos esperados no PIB, pois havia muito despreparo (e ainda há, vide matéria recente do 'Estadão' em que assegura que as empresas estão importando mão de obra), mas esse desafio pela formação do cidadão atende exatamente sobre qual visão de Estado terá o eleito.

As diversas agendas serão debatidas pela força natural dos eventos, entre as quais; o campo; as reservas ambientais, a saúde pública, a educação- desde a base de formação cidadã; a água potável e a agenda marrom como um todo, pois não se pode abdicar do saneamento ambiental em todas as suas expensas; a mobilidade urbana; enfim. O que deverá então marcar a diferença entre os candidatos? A me ver, mais que nomes e biografias (embora isso valha também, e muito), o que o país selecionará no voto é a proposta de condução do Estado frente aos desafios imensos de um tempo em que só rompantes e atitudes ideologizadas não resolvem. O mundo passa por um período, a meu ver, de forte cobrança por posicionamentos de seus líderes, por decisões amadurecidas, e finalmente pela necessidade do diálogo que produza, e não da tergiversação costumeira.

Dessa forma, como eleitor, entendo que as urnas trarão mais que uma resposta sobre quem deve servir ao país comandando a máquina pública nos próximos quatro anos, e sim sobre o que e como deseja que sua nação se porte -e não se ajeite simplesmente- frente a defesa de seus interesses e exigirá certamente o cumprimento do papel do Estado escolhido durante o pleito eleitoral. Como, por fim, será o esforço da política nacional pelas reformas estruturais que definirão a força de sua moeda e o custo de sua concepção- se mais para o socialismo ou para o capitalismo, é o que teremos a oportunidade de conhecer no duelo nacional e escolher pela arma que nos resta, o voto. Pelo destaque alcançado, o mundo está de olho em nós. 
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15horas              -                adelsonpimenta@ig.com.br