'Nota' da Revista 'Veja':_"A Cedae, a estatal de águas e esgoto do Rio de Janeiro venderá 30% de suas ações em agosto, numa oferta pública. Um negócio de R$ 3 bi coordenado pelo Banco do Brasil, pelo Credit Suisse e pelo BTG Pactual".
OPINIÃO
O que isso quer dizer para o Governo e a sociedade angrense, em meu entendimento?
Basicamente duas coisas muito importantes; quais sejam:
a) Por ter uma concessão de anos com a municipalidade, vencida e não renovada, é hora de se dar uma solução ao caso. Mesmo tendo a Prefeitura a disposição uma flexibilização na legislação pertinente (falei disso, clique -aqui-) e ainda financiamento da União facilitado para quem está sem essa insegurança contratual (falei disso também, clique -aqui-), a coisa tende a se tornar ainda mais complicada, no que tange a essa relação com a Cedae. Explico:_ Ora, se já está difícil de se negociar com o Governo do Rio, que é do mesmo partido que o Governo de Angra sobre a gestão desse "negócio", imagina quando tiver também um outro dono na empresa 'Cedae' -oriundo da iniciativa privada, provavelmente. Essa é para pensar -o tempo ruge (como dizem alguns...) Há saídas e elas estão dispostas no mercado e na gestão pública -é preciso agir com rigor em defesa do interesse público.
b) Por ter criado uma autarquia municipal -o Saae, para gerir uma parcela dessa agenda pública (saneamento básico e água potável), creio que, o mínimo que se espera é que a Prefeitura de Angra tenha em mãos uma análise técnica especializada, jurídica e econômica, sobre a matéria, que decline com valores atualizados sobre o tamanho de cada empresa, considerando os investimentos feitos pela Cedae nesses anos todos e comparando-os aos compromissos com o crescimento do município e aumento da demanda; ao que, ouso em arriscar, será acusado um passivo. Com isso, será possível entender melhor o valor de mercado do patrimônio da empresa em Angra; e também fazer uma análise semelhante em relação ao Saae. Isto feito, sobrepor essas análises sobre o tamanho atual de cada um e propor enfim uma negociação. O Saae pode, por exemplo, também pensar numa administração compartilhada com outras empresas estatais do segmento, agregar valor ao seu capital e captar investimentos para torná-la ainda mais competitiva e, quem sabe, até propor a compra negociada da parte que couber a Cedae.
O fato é o seguinte, ou o município se mexe e encontra caminhos solúveis, ou o será engolido pas jogadas inteligentes que a Cedade tem feito, neste caso, privatizando parte de seus ativos, vendendo 30% de suas ações. Mas, vejam, sou só um blogueiro, há especialistas no mercado que falam com muito propriedade sobre o assunto e podem ajudar muito a resolver enfim essa equação. O que não pode é ver a Cedade faturando, o Saae definhando e a água faltando nas torneiras, sem que nada de concreto seja feito -urgentemente.
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08h39min. - adelsonpimenta@ig.com.br
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