
ARTIGO
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Eu tenho feito algumas observações, muito mais que análises documentais- eu confesso (ao menos nesse instante), e tenho me permitido auscultar muito. É provável que isso me sirva de instrução. Angra dos Reis é uma cidade por demais importante, mas tem sido renegada ao desenvolvimento sustentável, pelas aplicações de políticas imaturas e temporais.
A sociedade angrense ainda paga com seu sacrifício cotidiano um empréstimo insano de alguns milhões de reais ao Banco Mundial por um projeto de saneamento que originou-se na ineficácia, de governos anteriores.
Governos sucederam-se com a concessão de benefícios e incentivos fiscais à industria naval para que essa construísse navios e gerasse empregos; a empresa responsável ignora essas licitações- só enxergando o off-shore. A pesca vem agonizando há tanto tempo e o seu fôlego caminha para o esgotamento. Um colapso sem igual. O porto da cidade é hoje a redução de uma caricatura qualquer que expresse o desleixo e a mediocridade gerencial com o setor. Angra 3 (a tábua de salvação) promete muitos empregos provisórios, sem demonstrar preocupação com paliativos recorrentes.
No meio dessa farra-do-boi-bumbá, uma crise mundial sem precedentes, Cartas Marcadas, Petrobonus, reparte dos royalties, queda no FPM, diminuição do ICM, redução do IPI. Não sei tecnicamente estimar a perda com a economia pública local se não houver uma inserção correta do município nesse novo cenário energético do país, onde estão o petróleo e o gás.
As reações são pífias frente as necessidades. O caráter urbanístico da cidade está comprometido com o sufoco literal, com a especulação de toda a sorte, e a desordem. Nas urnas a cidade se dividiu ao meio nas últimas eleições, como se ela mesmo não soubesse responder a que linha adotar. Não há (e isso dentro dessas duas décadas, ao menos) a produção de agendas que fosse capaz de tornar Angra hoje um pólo de indiscutível matriz desenvolvimentista. Temos vivido de relâmpagos e trovoadas, de retórica e até de boa vontade (vai lá), mas só isso não resolve.
11/05/09 - 01h37min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG
Ao longo de tempos (qualquer coisa próximo de duas décadas últimas), o que se tem visto são ações públicas descontextualizadas umas das outras, baixíssima promoção social, negativas educacionais de formação profissional- exponencialmente, sucateamento de ideologias viscerais, manipulação de informações, cooptação de movimentos libertários, acanhamento econômico, irresponsabilidade com a ocupação do solo, e nessa sequência tantas outras aberrações jurídicas, administrativas e gestoras poderiam ser citadas.
Neste ARTIGO, simplesmente não me rendo a nomes ou a partidos (que seria ênfase obrigatória), mas de conceito sócio-político mesmo. Há uma demanda econômica nacional que tem empurrado para o município sintomas desse progresso; conquanto, há uma sensação de perda de oportunidades. Chegamos a inacreditável marca de, na atual gestão pública, ter-se dado aos 100 dias sem licitar sequer uma obra nova. Não tomem também este contexto para folhetim eleitoral desse ou daquele segmento. Não o é.A sociedade angrense ainda paga com seu sacrifício cotidiano um empréstimo insano de alguns milhões de reais ao Banco Mundial por um projeto de saneamento que originou-se na ineficácia, de governos anteriores.
Governos sucederam-se com a concessão de benefícios e incentivos fiscais à industria naval para que essa construísse navios e gerasse empregos; a empresa responsável ignora essas licitações- só enxergando o off-shore. A pesca vem agonizando há tanto tempo e o seu fôlego caminha para o esgotamento. Um colapso sem igual. O porto da cidade é hoje a redução de uma caricatura qualquer que expresse o desleixo e a mediocridade gerencial com o setor. Angra 3 (a tábua de salvação) promete muitos empregos provisórios, sem demonstrar preocupação com paliativos recorrentes.
No meio dessa farra-do-boi-bumbá, uma crise mundial sem precedentes, Cartas Marcadas, Petrobonus, reparte dos royalties, queda no FPM, diminuição do ICM, redução do IPI. Não sei tecnicamente estimar a perda com a economia pública local se não houver uma inserção correta do município nesse novo cenário energético do país, onde estão o petróleo e o gás.
As reações são pífias frente as necessidades. O caráter urbanístico da cidade está comprometido com o sufoco literal, com a especulação de toda a sorte, e a desordem. Nas urnas a cidade se dividiu ao meio nas últimas eleições, como se ela mesmo não soubesse responder a que linha adotar. Não há (e isso dentro dessas duas décadas, ao menos) a produção de agendas que fosse capaz de tornar Angra hoje um pólo de indiscutível matriz desenvolvimentista. Temos vivido de relâmpagos e trovoadas, de retórica e até de boa vontade (vai lá), mas só isso não resolve.
É preciso ações contundentes, planejamento estratégico, economicidade, maior transparência, debates de ideias, interlocução social, união de forças e capacidade de coordenação gestora.
Isso pra já, sem perdas de tempo com picuinhas e individualismo, sem agressões e assédios, sem perseguiçoes ou patrulhamentos ideológicos, sem censura ou arrocho, simplesmente confabulando e aplainando novos rumos. Imediatamente.11/05/09 - 01h37min. - adelsonpimenta@ig.com.br - BLOG