sábado, 27 de fevereiro de 2010

O DESAFIO COM A SAÚDE

Em qualquer pesquisa qualitativa de opinião pública séria que se faça na maioria esmagadora dos municípios brasileiros, a saúde pública é rotineiramente a agenda que lidera o descontentamento popular com os serviços prestados. Pois bem, na região do Litoral Sul Fluminense não é diferente. Há pouco, a empresa Eletronuclear assinou convênio com o munícipio angrense liberando R$ 31,7 milhões para serem utilizados nas obras e no aparelhamento do Hospital da Japuíba, que será regionalizado- de acordo com os termos assinados pelo recém-criado Consórcio Intermunicipal de Saúde. Ótima notícia, a primeira vista. Mas espera aí, a coisa é um pouco mais complexa do que aparentemente o dinheiro sufoca. Com as ações deliberadas, os municípios vizinhos (Paraty, e Rio Claro) farão parte do arcabouço à ser criado para o pronto-atendimento e outros. Com isso, fiquei cheio de dúvidas, pela ausência de maiores informações- certamente. Tais como: a) Qual será o desenho novo na engenharia de tráfego e logística da área que envolve o Hospital?; b) qual será o modelo de gestão desse Hospital?; c) Com o Consórcio Intermunicipal estabelecido, como se dará a divisão do custeio pela manutenção das atividades e contratação e pagamento de pessoal, inclusive os médicos; d) Dentro da Bacia Hidrográfica da Banqueta, como será a distribuição da água potável para o atendimento dessa nova unidade sem que comprometa a atual distribuição às linhas já atendidas, sobreposto sobre um planejamento que vise o crescimento natual do bairro, além das expectativas geradas pela construção de Angra 3? É preciso, neste ponto, retomar a leitura de que nas proximidades dessa unidade hospitalar está previsto a criação do novo Fórum da cidade, além da nova Sede do 33° Batalhão de polícia Militar. Pode-se ainda acrescentar aqui a possibilidade da implementação do projeto do Ginásio poliesportivo, além das áreas públicas ainda desocupadas no canto do Belém, que poderão ser utilizadas pelo município para expansão de grande porte. Enfim, há impactos que ainda não vi mensurados ou estimados em estudos Técnicos previamente debatidos e apresentados. Dessa forma, longe de aportar meu sentimento no pessimismo; ao contrário, só alerto para que o planejamento urbano-ambiental seja proposto para o atendimento dessas e muitas outras dúvidas que obedecem a uma lógica razoável. Ou não?
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10h02min.               -                 adelsonpimenta@ig.com.br